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Cravo-da-Índia

Cravo-da-Índia Família: Mirtáceas
Origem: Ilhas Moluccas
Outros nomes populares: craveiro-da-índia, cravina-de-túnis, cravo-de-cabecinha, cravoária e rosa-da-índia.
Outros Idiomas: caryophylli (latim), clove (inglês), clavo (espanhol), clou de girofle (francês), garòfano d'India (italiano).
Características: o cravo-da-índia é uma planta de porte arbóreo, de ciclo perene e que atinge cerca de 12 metros de altura. A copa é bem verde, de formato piramidal. As folhas são semelhantes às do louro, ovais, opostas e de coloração verde brilhante, com numerosas glândulas de óleo visíveis contra a luz. As flores são pequenas, branco-amareladas, agrupadas em cachos terminais. O fruto é do tipo baga e de formato alongado, suculentos, vermelhos e comestíveis. Aroma forte e penetrante. Os cravos-da-índia que usamos na culinária são, na realidade, os botões florais (ainda não abertos) desta uma árvore.
Composição química: eugenol, acetato de eugenol, beta-cariofileno, ácido oleânico, triterpeno, benzaldeído, ceras vegetais, cetona, chavicol, resinas, taninos, ácido gálico, esteróis, esteróis glicosídicos, kaempferol e quercetina.
Partes usadas: Óleo essencial e botões florais secos.
Cuidados: Não se deve exagerar no consumo do cravo. Ele pode irritar a mucosa da boca. Além disso, quem tem o estômago mais sensível também deve usá-lo com moderação.Clima indicado: tropical 
Exposição solar: Plena 
Propagação: por sementes 
Espaçamento: 8 metros entre plantas 
Solo indicado: rico em matéria orgânica e nutrientes, úmido e bem drenado. Pode ser plantado em consórcio com a pimenta-do-reino e leguminosas que ajudam a fixar nitrogênio no solo. 
Adubação e correção: esterco bem curtido, húmus ou matéria orgânica incorporados a 60 centímetros de profundidade. 
Regas: Moderadas
Colheita dos botões florais secos: quando as flores ainda estão fechadas, em botão, após o quinto ano de vida da planta. 
Secagem dos botões florais secos: ao sol por, aproximadamente, quatro dias, até adquirirem coloração escura. 
Armazenamento dos botões florais secos: em sacos de papel ou recipientes de vidro bem fechados.   Usos:  Na culinária: O cravo-da-índia é um condimento versátil que pode ser usado tanto em pratos doces como em pratos salgados. É normalmente empregado no preparo de caldos, ensopados, doces, pudins, bolos, tortas de maçã, pães, vinhos e ponches quentes e licores. O eugenol, presente no óleo essencial, tem ação bactericida, o que o torna útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas. Em alguns países, costuma-se introduzí-lo juntamente com dentes de alho dentro de pernis e presuntos. Na Europa, é muito usado para condimentar carnes e salames. Já no Brasil, o cravo-da-índia é usado mesmo para pratos doces, hábito adquirido da nossa colonização portuguesa.
Na saúde e cosmética: Usado em loções e vaporizações para limpeza da pele do rosto, em produtos de higiene bucal para fazer assepsia e promover um hálito agradável, em banhos de imersão aromáticos e águas perfumadas. É também eficaz no combate à acne. O óleo pode ser usado para massagear músculos doloridos, para suavizar estrias e é eficaz no tratamento de unhas quebradiças, rachadas ou fracas e de calosidades. Usado na elaboração de pomadas para remoção de verrugas. Ainda na forma de pomadas e cremes, alivia a coceira e o inchaço das picadas de inseto.É também utilizado em xampus e loções capilares que limpam e auxiliam o crescimento dos fios.
Contra-indicações: pode provocar contrações na musculatura do útero sendo, portanto, contra-indicado para gestantes.
Efeitos colaterais: o uso externo pode causar eventuais reações alérgicas em pessoas sensíveis. O óleo essencial pode causar irritação na pele.Fonte: http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/a20cravoindia.htm

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