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Lírio-do-vento

Lírio-do-vento Nome CientíficoHabranthus robustus Herb ex. Sweet;Sin.: Zephyranthes robusta Baker;Nome popular: Lírio-do-vento, lírio de zéfiro, lírio da praia;FamíliaAmaryllidaceae;Ocorrência: Sul do BrasilCiclo de vida: Anual; Luminosidade: Sol Pleno;Irrigação: regular, 2 a 3 vezes por semana, o solo deve ser mantido úmido, sem encharcar;Temperatura: Tropical e subtropical, não tolera geadas;Floração: Verão, principalmente.   Muito comum no litoral sul brasileiro, em terrenos descampados ou em formações de dunas, o lírio-do-vento é uma pequena planta bulbosa que, durante os meses mais quentes, dá um verdadeiro espetáculo nos terrenos em que abunda. Avistei-a mais de uma vez estendendo flores branco-lilases na encosta que separa a praia do Gravatá da Joaquina, em Florianópolis. Com folhas lanceoladas, semelhantes a da cebola, só que menos carnudas e normalmente mais compridas, confunde-se facilmente ao capim se não está em floração. O bulbo também parece muito com a cebola (obovado) e as flores formam-se a partir de uma haste, como nos Amarílis e Hippeastrum. Normalmente, dá uma ou duas flores por planta, com duração não muito superior a uma semana. O fruto é globoso, identico ao do Amarílis, e, quando seco, libera as sementes que germinam facilmente quando em contato com a água. Certa feita, quando visitava minha irmã e meu cunhado, passeando pelo terreno deles, vi umas folhas lanceoladas erguendo uma haste com pequenos frutos junto a uma goiabeira. Como eles estivessem para roçar o terreno, pedi logo uma pequena pá e cavei em volta conforme intuí fosse a raíz da planta. Juntei-a num vaso e, como não tinha como levá-la, deixei a planta aos cuidados dos dois. Passado mais ou menos um ano, no dia 10 de janeiro, minha irmã apareceu com ela de presente, que dava uma flor ainda mais bonita e vistosa do que normalmente se vê por aí, na praia. Era o aniversário de minha mãe, que foi quem recebeu a flor. É essa mesma planta que vocês vêem na foto. Se fosse o tempo da fotografia com filme, teria gastado um rolo a fotografá-la. Até no murchar das flores ela deu espetáculo, recurvando as pétalas desfalecidas como estivessem ao vento. Tanta intimidade com essa força da natureza deve ter sido o motivo de suas alcunhas populares e científicas. Zéfiro, como sabem, era o nome dado ao vento oeste na mitologia grega. Daí lírio-de-zéfiro e a sinonímia científica: Zephyranthes robusta.

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